Ciclos têm que nos ajudar a terminar coisas

 

Eu preciso de ciclos. Acho que um dos principais ensinamentos que 2016 me ensinou foi o recomeço. Nós precisamos de novas oportunidades para dar sequência aos planos que mudaram, aos que resistiram e aos que precisam chegar – e a casa tem que estar arrumada para recebê-los. É necessário que os domingos refaçam as semanas e os meses nos orientem para um novo ano. Ciclos têm que nos ajudar a terminar coisas. E abrir espaço para o que, inquestionavelmente, precisa recomeçar.

Aqui vão algumas lições que 2016 me deixou {um ano nunca terá sido ruim demais se não tiver nos tirado a vontade de – continuar a – sonhar}:

Viva o luto!
2016 foi meu ano oficial do luto. Nunca tentei evitá-lo completamente, mas disfarcei – por muito tempo – meus sentimentos sobre isso para que eu desse continuidade à minha rotina. E isso serve para todas as perdas (materiais, físicas etc) e términos: é preciso enfrentá-los (com todas as lágrimas!) para poder superá-los.

Seja uma boa pessoa, ponto.
Teve um episódio bem específico em 2016 que fui julgada erroneamente por uma pessoa que gostava muito. É horrível ser mal-interpretado – ainda mais por quem gostamos muito – e acho que a reação mais comum seria pensar: ‘Vou provar o contrário’; ‘Vou provar que sou uma boa pessoa’; ‘Vou provar que essa pessoa está errada ao meu respeito’. Apesar da decepção, não fiz nada além de continuar sendo quem eu sou. Se somos uma boa pessoa, os outros – hora ou outra – perceberão. Vou gastar minha energia sendo uma boa pessoa para mim e para os outros. Mas não vou gastar minha energia tentando provar algo para alguém.

Tente conversar (mais) sobre seus sentimentos.
Eu (quase) sempre evitei falar sobre como me senti em situação ‘x’ ou ‘y’ para não criar um desconforto para a outra pessoa. Guardava muita coisa para mim, e muitas vezes o outro lado não notava que eu estava com aquela ‘pendência’ interna. A coragem que tenho aprendido é acionar a pessoa sempre que algo não ficou bem resolvido.

Aceite (de uma vez) o que você não consegue mudar.
Eu sempre agi com um pouco de teimosia quando as coisas não ‘funcionavam’ do meu jeito (#mimada haha). Mas depois que muitas coisas – que para mim eram ‘improváveis’ – aconteceram, entendi que aceitar alguns acontecimentos é simplesmente uma questão de fé. E fé é entrega. E confiança.

Perdoe rápido.
O quanto estamos travados ao liberar perdão? O quanto julgamos – ou mesmo condenamos – os outros por seus atos ‘imperdoáveis’? O que isso diz respeito não só aos outros, mas também a nós mesmos? É preciso perdoar rápido para que haja continuidade: precisamos dar aos outros – e a nós mesmos – a chance de errar e seguir a vida.

A vida é uma jornada (tá tudo bem).
Aprendi com a Aline, que é minha prima-irmã: nos cobramos demais em muitas situações. Nos colocamos em alguns pesos desnecessários que nos sugam a energia. Para todas essas coisas: um pouco de amor e paciência conosco mesmo. Estamos em uma jornada – tudo bem errar de vez em quando, né?

PLUS: Nunca faça bronzeamento artificial (é sério! haha).
Passe protetor e tome sol aos poucos (vai por mim). De nada, gente!

Quais foram seus principais ensinamentos de 2016?